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O cuidado com a integridade dos tecidos orais deve ser uma prioridade para os pacientes de todas as idades, mas especialmente para os da terceira idade. E por isso, a odontologia para idosos é uma especialidade que tem ganhado cada vez mais popularidade no país. 

Afinal, além da população brasileira estar aos poucos se tornando majoritariamente idosa, nesta fase da vida o organismo se torna um pouco mais frágil e a boca fica mais suscetível à ação bacteriana e às doenças decorrentes destes problemas. 

Em conjunto com esse aumento na vulnerabilidade dos sistemas de defesa do corpo, a negligência com os cuidados bucais, realizada ao longo da vida, pode culminar em problemas sérios que passam a ser sentidos quando o paciente está mais idoso.  

Por isso, a atenção com a saúde e integridade bucal dos pacientes com mais de 60 anos deve ser ainda mais priorizada, inclusive, pelos responsáveis e cuidadores de idosos.  

Saúde bucal na terceira idade 

A saúde bucal é extremamente importante na vida e na rotina das pessoas. Ela interfere na qualidade da mastigação, na absorção de nutrientes, na dicção, no processo respiratório, na manutenção da massa óssea facial e pode impactar até na sociabilidade dos pacientes. 

Conforme os anos vão passando, o organismo como um todo sofre com alguns desgastes naturais que atrapalham a capacidade do sistema imunológico de combater infecções e manter a integridade das estruturas orgânicas. E o mesmo se dá na cavidade oral.  

Assim, a boca dos pacientes idosos passa a ficar mais vulneráveis ao aparecimento de condições, como: 

  1. Cáries 

A cárie é uma doença inflamatória que é causada devido a ação bacteriana e a produção de ácidos danosos. Assim, a camada que faz a proteção dos dentes passa a sofrer lesões que provocam a erosão, desmineralização e o surgimento de cavidades na superfície dental.  

Sendo assim, uma das principais causas do aparecimento de cáries é a negligência com a higienização bucal adequada, que leva os pacientes a desenvolverem a retração gengival e a cárie radicular – que é o tipo mais comum nos idosos –.  

Nesses casos, além das despesas extras com quanto custa restauração de dente, os pacientes podem precisar arcar com a colocação do pino dentário, cirurgias gengivais, entre outros procedimentos que visam o tratamento emergencial deste tipo mais severo de cárie. 

  1. Gengivite 

A inflamação gengival, também conhecida como gengivite, é mais uma das consequências da ação bacteriana, do acúmulo de alimentos nos dentes e dos efeitos prejudiciais dos ácidos produzidos pelos microrganismos bucais.  

Isso porque, como tentativa de combate à placa bacteriana, ao tártaro e à inflamação desses tecidos, o sistema imunológico inicia uma série de reações que são identificáveis por meio de sintomas, como: 

  • Hemorragia gengival; 
  • Inchaço na região afetada; 
  • Retração gengival; 
  • Feridas e pus na gengiva; 
  • Mau hálito, entre outros. 

Ainda que não seja uma doença muito severa, caso esses sintomas não sejam tratados a tempo, a patologia pode evoluir para quadros mais severos e com efeitos permanentes. 

  1. Periodontite

A doença periodontal é exatamente uma evolução da gengivite que passa a atacar os tecidos mais internos da gengiva, atingindo os ossos faciais, os nervos de sustentação dos dentes, a raiz dentária e até mesmo o sistema sanguíneo dos pacientes. 

Neste caso, a doença é a maior responsável pela perda da massa óssea, o amolecimento permanente dos dentes, a retração gengival e dos gastos com a extração de dente preço, que faz parte do tratamento de prevenção de outras complicações clínicas.  

  1. Edentulismo 

Estima-se que aproximadamente 40% de toda a população brasileira, com mais de 60 anos, já não tenha mais nenhum dente natural. E isso é um dos resultados obtidos pelo descuido da higiene bucal e da falta do acompanhamento regular com um dentista.  

Ainda que seja uma concepção popular, o edentulismo – perda dentária em pacientes adultos – não é uma consequência natural do envelhecimento. 

Quando as pessoas cuidam adequadamente das estruturas dentais, elas podem manter os seus dentes inclusive na terceira idade.  

No entanto, quando esse cuidado é insuficiente ou impróprio, o uso da prótese fixa dentária ou das famosas dentaduras devem ser um dos procedimentos adotados para a recuperação da capacidade mastigatória e da qualidade da nutrição dos pacientes. 

Importância de manter o acompanhamento odontológico 

Em conjunto com o cumprimento de uma rotina de escovação aprimorada, realizada três vezes ao dia e seguida pelo uso do fio dental, o acompanhamento regular com um dentista é muito importante para a garantia da saúde e bem-estar de todas as estruturas dentais. 

Isso porque, além de servir para sanar dúvidas quanto a tratamentos específicos – como quanto custa o aparelho transparente preço ou como é feito o clareamento dental –, essas visitas são necessárias para a realização da limpeza e a aplicação de flúor. 

Assim, o dentista é capaz de remover todo biofilme dental e o tártaro acumulado nos locais de mais difícil acesso. 

Além disso, ele pode fazer uma avaliação detalhada sobre a saúde bucal, identificando precocemente doenças e condições que podem comprometer a integridade dos dentes.  

Por isso, é recomendado que todos os idosos façam uma consulta de rotina com o dentista, pelo menos, uma vez a cada seis meses. 

Isso é muito necessário para as instruções quanto a melhor maneira de higienizar o aparelho odontológico transparente, a língua e toda a cavidade bucal e como método profilático de enfermidades que podem se espalhar por todo o corpo. Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.